Nunca é tarde demais

Abraão se tornou o líder de uma grande nação aos cem anos de idade. Eu e você podemos considerar submeter-se a isso em tal idade como uma mudança dramática, especialmente quando há alguns de nós que, aos quarenta ou cinquenta anos, dizem: “Mudar? Eu? Por quê? Metade da minha vida já se foi. Estou velho demais para isso!”
Entretanto, se observarmos a vida de diversos líderes ao longo da história, veremos que alguns deles nem ao menos tinham iniciado suas carreiras aos quarenta e poucos anos.

Na verdade, muitos daqueles que realizaram grandes feitos neste mundo levavam vidas completamente diferentes até que, na meia-idade, se superaram e realizaram uma mudança.
Estas histórias nos desafiam a quebrar nossa zona de conforto – não importa a nossa idade ou quão longe pensamos que chegamos – e a aceitar a responsabilidade pela Luz que viemos compartilhar com o mundo.
A verdade é que foi dada a cada um de nós uma quantidade exata de tempo no corpo físico que abriga nossa alma. Muitas vezes, temos a capacidade de realizar grandes feitos neste mundo, mas sempre que uma nova oportunidade aparece, nos sentimos intimidados e dizemos: “Ah, não estou preparado para isso” ou “Eu já fiz isso” ou “Não acredito que eu deva seguir por esta direção”. Quando isso acontece, entretanto, o Universo questiona: “O que posso fazer para colocar essa pessoa contra a parede para que a Luz dentro dela possa ser revelada e compartilhada no mundo? Como posso fazer com que essa pessoa mude?”.
Abraão foi um dos maiores astrólogos de todos os tempos. De acordo com o que viu mapeado nas estrelas sobre seu futuro, ele descobriu que não podia ter filhos. Mas sabemos que teve. O ponto é que o Criador disse a Abraão: “As estrelas compelem, mas não impelem!”. Por ter se transformado espiritualmente – aos 100 anos de idade – Abraão foi capaz de mudar o curso de sua vida.

É importante sabermos que podemos mudar o rumo de nossas vidas. Nem tudo que foi planejado para nós pelos Céus precisa acontecer. Está escrito que cada pessoa tem anjos que podem tanto dançar quanto chorar em nossa presença, mas isso depende exclusivamente das palavras e ações que escolhemos dizer e fazer.

Todas as ferramentas espirituais que temos a nosso dispor estão ali simplesmente para nos ajudarem a entender em que ponto estamos e o que podemos fazer. Cabe a nós escolher transformar nosso potencial divino em realidade, através da mudança interna e de ações compartilhadoras.

Karen Berg (astróloga e Kabalista)